quinta-feira, 5 de julho de 2012

La Conciergerie

Localizada na Île de la Cité , a Conciergerie começou sua vida como um palácio real - o Palais de la Cité. Foi o palácio dos reis franceses desde o século X  até que se mudaram para o Louvre em 1358. Em seu apogeu  o palácio foi considerado um dos melhores do mundo.
Com o abandono  da corte, o palácio foi deixado aos cuidados do concierge (zelador ou porteiro responsável por um edifício importante como um castelo ou palácio)  daí o nome Conciergerie.
Em 1391, o palácio foi transformado em uma prisão do Estado para criminosos comuns e políticos.  Pequenos ladrões eram colocados em quartos escuros, infestados de roedores onde muitas vezes sucumbiam a doenças como a peste.
Durante os anos da Revolução Francesa (1789-1799), um dos períodos mais violentos da história da França, a Conciergerie se tornou o local onde os prisioneiros eram mantidos antes de serem levados para a guilhotina. Foram mais de 2.600 presos, incluindo  Maria Antonieta (rainha da França),  Danton (figura destacada nos estágios iniciais da revolução) e Robespierre ( personalidade das  mais importantes da Revolução Francesa).
Retrato de Maria Antonieta
Retrato de Robespierre

Após a revolução, a Conciergerie continuou a ser usada como prisão para  presos mais importantes, tais como Napoleão III.
O edifício deixou de ser oficial em 1914, para em seguida, abrir ao público como um monumento histórico nacional. É um prédio bonito,  bem conservado e continua a ser uma atração turística popular, embora o acesso à maior parte do seu interior seja  bastante limitado. 
Sala da Guarda, em estilo gótico, aberta à visitação
Retrato da cela de Maria Antonieta, hoje convertida em uma capela

La Conciergerie merece uma visita  pela sua história e arquitetura.

Como chegar: Metrô Cité linha 4.

Até Breve !!!

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Vamos ao 13º arrondissement de Paris?

O 13º arrondissement é chamado de Gobelins e fica do lado esquerdo do rio Sena (Rive Gauche).

Seus bairros são:
Quartier de la Salpêtrière
Quartier de la Gare
Quartier de la Maison-Blanche
Quartier Croulebarbe

O 13º  nos mostra a imagem de uma cidade mais contemporânea, não é um bairro que represente aquela Paris que conhecemos, é moderna demais para os padrões parisienses.
Seus arranhas-céus (Les Olympiades) únicos na cidade, são torres residências construídas ao longo de uma enorme esplanada. Em menores proporções, seu projeto é semelhante a esplanada de La Defense.


Sua atração mais significativa fica por conta da moderna Biblioteca Nacional  (Bibliothèque Nationale de France-François Mitterrand). São quatro torres em forma de livro tendo ao centro um jardim de mais de 12000m² que lembra o formato dos mosteiros medievais. O acervo da biblioteca reúne cerca de 10 milhões de livros e jornais, revistas, como também CDs e vídeos.
Como chegar: Metrô  Bibliothèque François Mitterand linha 14 ou RER(trem)  C.

Paris tem dois Chinatowns  ou "Quartier Chinois", como os franceses chamam, o 13º  é  o lar do maior deles. Iniciado no final dos anos 1970 e início dos anos 1980 com a chegada dos chineses que vieram do Vietnã. É o principal local para as celebrações do Ano Novo Chinês em Paris e também um  ótimo lugar para experimentar os vários restaurantes chineses da cidade.

É também  no 13º que está a fábrica dos famosos tapetes  Gobelins (Manufacture des Gobelins). Fundada como uma tinturaria em meados do século XV por Jean Gobelin, que veio a transformar-se numa fábrica de tapeçarias quando Luis XIV decidiu fazer dela o produtor oficial dos tapetes de Versailles, juntando os mairores artesãos do momento.
Ela ainda hoje existe na bela Avenue des Gobelins nº 42,  pertence ao estado e trabalha para ele. A sua produção é destinada aos edifícios públicos, aos palácios e castelos, mas também as representações oficiais e diplomáticas.
Visitas guiadas terça, quarta e quinta feira às 14h e 16h45min.
Como chegar: Metrô Gobelins linha 7.


Até Breve !!!

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Sebos à margem do Rio Sena

Os Sebos são livrarias especializadas em livros usados e recebem este nome porque guardam a marca das mãos de quem os utilizou: pode ser cheiro de perfume, a marca de uma flor guardada ou mesmo o suor das mãos.

Os Sebos mais famosos do mundo são os de Paris, ao longo das duas margens do Rio Sena e estendem-se por cerca de três quilômetros.

Lá estão centenas de barraquinhas que começaram a ocupar a área por volta do século XVI, onde os livros (alguns até raros, para colecionadores), são vendidos  em quantidade nas barracas ou muradas e fazem parte da paisagem, sendo um dos mais conhecidos cartões postais da cidade.

Os Sebos do Rio Sena são uma tradição que passa de pai para filho, o “buquinista”, é o livreiro que vende livros usados, postais e revistas. Livreiros de ofício, apaixonados pela propagação cultural, suas pequenas barracas verdes são testemunhas oculares da história de Paris.
Em 1992 são declarados patrimônio cultural mundial da UNESCO.
Século XIX as bancas de livros presentes nos parapeitos do Sena.


Até Breve !!!



quarta-feira, 27 de junho de 2012

La Sainte Chapelle

La Sainte-Chapelle ( Capela Santa ) é uma capela gótica do século XIII. Foi construída por Luís IX (mais tarde Saint Louis) para o seu uso pessoal, como a sua capela real e para abrigar  o que acreditava ser a coroa de espinhos usada por Jesus Cristo.

A capela do primeiro andar   era de uso exclusivo do soberano e se comunicava por uma galeria com os aposentos reais.
Apesar do seu exterior pequeno e humilde, são os seus 6458m²  de vitrais, rodeados por pedras pintadas  que dão toda beleza ao local, causando uma sensação de estar rodeada em luz e cor.

A capela do andar  térreo  era utilizada pelas pessoas que moravam no Palácio Real.

Durante a Revolução Francesa , a capela foi convertida em um escritório administrativo e nas janelas foram colocados armários enormes, assim, quase sem querer toda sua beleza foi protegida.
A maioria das suas preciosas relíquias foram perdidas ou destruídas, as poucas que permaneceram estão hoje na Catedral de Notre Dame.
A Sainte Chapelle está situada na Ile de la Cité, no interior do Palácio da Justiça no Boulevard du Palais nº 6, porém existe uma entrada separada para visitar a capela, que está aberta ao público todos os dias das 9.30 às 18 horas.

Como chegar: Metrô Cité linha 4.

Até Breve !!!

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Palácio e Jardim de Luxembourg

O Domínio de Luxembourg foi construído por Maria de Médicis (mãe do Rei Luis XIII) com  arquitetura toda projetada para que lembrasse a arquitetura florentina, ela era de Florença e queria matar as saudades de sua terra natal. Maria instalou residência em Luxembourg em 1625,  em 1642 deixou em herança o Palácio  ao seu segundo filho, Gastão de Orleans.

Durante a Revolução Francesa serviu de prisão por um breve período e mais tarde serviu como residência de Napoleão Bonaparte.
Na  2ª guerra, durante a ocupação germânica de Paris (1940-1944), Hermann Göring ocupou o palácio, usando-o como quartel general.
Atualmente é a sede do Senado da França. Há visitas organizadas ao palácio, em dias determinados, número máximo de pessoas e com reservas antecipadas. Infelizmente não conseguimos visitá-lo.
A sala das sessões do Senado
Os jardins também foram dispostos em estilo italiano, inclusive as flores do jardim foram trazidas de lá. No século XIX, quando o parque privado foi aberto ao público é que foi redesenhado em um estilo mais francês, mas a disposição original foi preservada.
O Jardim de Luxembourg é o maior parque público de Paris com mais de 220 mil metros quadrados, sendo também um dos mais bonitos.

São canteiros floridos, árvores, lagos, recantos calmos, com cadeiras para repouso ou leitura (dizem até que quem vai a Paris e não senta nas cadeiras de Luxembourg é como ir a Roma e não ver o Papa), áreas mais animadas para famílias e crianças, algumas lanchonetes para refeições rápidas, uma impressionante coleção de estátuas.

Há, ainda, um teatro de marionetes e um pomar com macieiras e pereiras. O teatro de marionetes funciona junto ao parque infantil do jardim com apresentações as quartas, sábados e domingos.

Estivemos no Jardin du Luxembourg  num dia ensolarado e quente, as cores estavam lindas, muito florido, muita gente sentada nas cadeiras ou caminhando, apreciando o lago ou jogando conversa fora. É um lugar maravilhoso, procurado por turistas e parisienses. 


Como chegar: Metrô Odeon linhas 4 ou 10. Porém o mais próximo é o RER B estação Luxembourg.

Até Breve !!!

sábado, 23 de junho de 2012

Vamos ao 12º arrondissement de Paris?

O 12.º é um dos 20 arrondissements de Paris, situado na Rive Droite (margem direita do rio Sena) com o nome  de Reuilly. 

É formado pelos bairros:
Quartier du Bel-Air
Quartier de Picpus
Quartier de Bercy
Quartier des Quinze-Vingts


É uma parte um pouco menos conhecida da cidade mas não menos interessante, a abundância de espaço aberto atrai turistas e residentes para passeios e caminhadas.
Metade desse distrito é composto pelo Bois de Vincennes (Bosque de Vincennes), considerado o pulmão de Paris, é um parque aberto e um dos mais lindos da cidade. Com  4 lagos ( possibilitando passeios de barco), 2 ilhas, gramados gigantescos (apropriados para piqueniques), quase 18 Km para percurso de bike, 20 Km para passeio à cavalo e 32 Km para caminhada, o Bois de Vincennes é programa para um dia inteiro. 
Outro belo passeio é a Promenade Plantée (passeio de plantas) é uma passarela suspensa, quase cinco quilômetros de um lindo passeio florido e arborizado onde antes era um trilho de trem. Uma opção tranquila e agradável para quem quer fazer uma caminhada  ou simplesmente admirar suas roseiras.

O  Parc de Bercy ocupa o local onde no século XIX funcionavam os armazéns e o maior centro mundial de vinhos. Localizado ao longo do Sena, apesar do seu estilo contemporâneo manteve o charme do seu passado.  




Dentro do Parc de Bercy está localizada a Cinematheque Française, A Cinemateca Francesa é uma instituição francesa privada cujo objetivo é a preservação, restauro e divulgação do patrimônio cinematográfico. Com mais de 40 000 filmes e milhares de documentos e objetos relacionados ao filme, é o maior banco de dados global sobre a sétima arte.
Ligando o  Parc de Bercy  a Biblioteca Nacional da França (no 13º arrondissement) está a passarela Simone de Beauvoir, inaugurada em 2006, para pedestres e ciclistas (a quarta de Paris).


Até Breve !!!